Associações debatem a inclusão social dos deficientes físicos - 14/05/2008 19:00:00

Representantes da Associação de Entidades de Deficientes Físicos do Paraná (Adefipar) e da Associação de Pessoas Deficientes de Colombo (Apdec) estiveram participando nesta quarta-feira (14) dos debates da Semana de Enfermagem, no Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier.

“A discussão serviu para mostrar como o deficiente físico se sente perante algumas situações e como gostaria de ser tratado”, comenta a enfermeira chefe do CHR Viviane Serra Melanda.

“O enfermeiro é o nosso primeiro contato. É a pessoa que diretamente está próxima. Nós, deficientes físicos, não queremos um profissional que apenas cumpra tarefas, mas que tenha boa vontade de ouvir nossas necessidades e que possa nos auxiliar”, ressalta José Apolinário, presidente das duas instituições e responsável pela condução da palestra.

Segundo Apolinário, os termos inválidos, incapacitados, defeituosos, deficientes, portadores de deficiência e pessoa com deficiência, foram utilizados ao longo dos séculos para designa-los e é um fator que reforça a presença da exclusão. “Portador de deficiência é errado, por que não é um detalhe, um objeto que você carrega. É uma patologia permanente”, destaca.

“Temos deficiência, mas quem não tem?” questiona Apolinário, que comenta a atitude que a maioria das pessoas costuma dizer que não exclue, “mas tanto em locais públicos quanto em casas existem poucos lugares que são adaptados a um cadeirante, por exemplo. Isso é excluir”.

Sirlei Brasin, 47 anos, possui hérnia de disco e integra a Apdec. Disse que o Centro de Reabilitação possui uma boa infraestrutura. “O acesso é interessante. Tem um espaço grande na entrada principal do hospital o que facilita a locomoção” observa. Já Irene Luiz, 55, que teve a perna direita amputada, o atendimento especializado de qualidade é motivo de comemoração, porque “a espera por atendimento sempre atrapalha”.

Hospital – Idealizado para integrar a política pública de atendimento em saúde do deficiente, presta serviço 100% gratuito através do Sistema Único de Saúde (SUS). A média de atendimento do CHR é de 80 pacientes/dia. Em sua fase plena, este índice poderia chegar a 500 pacientes/dia.

Arquivos anexados: 1405 CHR.doc 
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