Mapa do Crime transforma gestão da Segurança Pública - 13/05/2008 16:40:00
O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, apresentou, nesta terça-feira (13) na Escola de Governo, o projeto que vem transformando a gestão da Segurança Pública no Paraná. Trata-se do geoprocessamento – Mapa do Crime. “A partir dessa ferramenta o Paraná administra a segurança pública de forma profissional e científica”, afirmou o secretário. Ele lembrou que a informação é hoje o principal instrumento de trabalho da polícia, seja ela Civil, Militar ou Científica, e que com os dados gerados pelo sistema é possível orientar de forma dinâmica a atividade policial em qualquer nível.
Delazari destacou que a Coordenadoria de Análise e Planejamento Estratégico (Cape), criada para gerir o Mapa do Crime, trabalha a partir de equipe multidisciplinar composta por policiais, estatísticos, economistas, antropólogos, geógrafos, sociólogos, que fazem um estudo detalhado de todas as nuances da criminalidade.
De acordo com Delazari, o geoprocessamento trabalha em tempo real, praticamente on-line com os acontecimentos e produz informações para que a polícia possa até antecipar combate a atividades criminosas. De acordo com o secretário, o Boletim de Ocorrência Unificado (BOU) é a base de informações que alimenta o geoprocessamento. O BOU surgiu da necessidade de unificar os registros estatísticos das polícias Militar e Civil. De regra, o BOU é preenchido eletronicamente, e, nos casos em que o computador não está disponível, ocorre, logo em seguida, a digitação das informações. “Daí temos um banco de dados criminal em tempo real”, explicou ele.
Delazari explicou que a Cape gera relatórios que posteriormente produzem as informações necessárias ao direcionamento do trabalho da polícia. Além dos relatórios, a Cape gera mapas, gráficos e análises criminais que são usadas pelos policiais. Conforme o secretário, semanalmente acontecem reuniões presididas por ele do Comitê Gestor da Segurança Pública e da qual participam os respectivos comandos da Polícia Militar e da Polícia Civil, conforme a região, município ou bairro analisados. “Os produtos gerados pela Cape orientam a atividade policial na ponta e nós fazemos avaliações constantes das ações que são desenvolvidas”, concluiu Delazari.

























